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Os Barcos - Legião Urbana
Você diz que tudo terminou Você não quer mais o meu querer Estamos medindo forças desiguais Qualquer um pode ver Que só terminou pra você
São só palavras teço ensaio e cena A cada ato enceno a indiferença Do que é amor ficou o seu retrato A peça que interpreto,um improviso insensato Essa saudade eu sei de cor Sei o caminho dos barcos
E há muito estou alheio e quem me entende Recebe o resto exato e tão pequeno É dor,se há,tentava,já não tento E ao transformar em dor o que é vaidade E ao ter amor,se este é só orgulho Eu faço da mentira,liberdade E de qualquer quintal,faço cidade E insisto que é virtude o que é entulho Baldio é o meu terreno e meu alarde Eu vejo você se apaixonando outra vez Eu fico com a saudade e você com outro alguém
E você diz que tudo terminou Mas qualquer um pode ver Só terminou pra você Só terminou pra você
Escrito por Eu, Eu mesma e os Outros Eus às 16:08
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Mais uma minha
Essa é meio antiga, mas, após umas modificações, continuo achando q não está terminada. Lá vai(mesmo q daqui a dez minutos eu a refaça):
Santa confusão de um mundo perdido Dores prematuras de sentimentos mal gerados Multidão de neorônios em avidez Subustância estancada Hemorragia entorpecente Rebeldia incapaz O tempo no relógio de um coelho - fantasia e a aceleração de um respirar em constante fremência Estado perturbado de um espírito preocupante Permanência perturbante de um ser procurado
Escrito por Eu, Eu mesma e os Outros Eus às 16:00
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Outro ídolo
Antero Tarquínio de Quental nasceu a 18 de abril de 1842 em Ponta Delgada, no Açores. Com dez anos foi para Lisboa. Aos dezesseis ingressou na Faculdade de Direito de Coimbra, onde teve contato com idéias socialistas q se afloravam em toda a Europa, afastando-se, assim, de ideais conservadores herdados da infância. Em 1864 publicou “Odes Modernas”, uma das obras responsável por provocar a polêmica “Questão Coimbra”. Em 1845 foi para Paris com intenção de por em prática as suas teorias socialistas. Após tentativa frustrada, em 1871, volta a Portugal passando a ser um dos líderes das Conferências Democráticas, que determinam o fim da “Questão Coimbra”, com a vitória dos novos Realistas sobre os velhos Românticos. Antero de Quental se vê obrigado a deixar sua dedicação aos ideais socialistas (em 1873), devido à morte de seu pai, e tendo q voltar a Punta Delgada para cuidar dos negócios da família. Para aumentar seu sofrimento, é atacado por uma estranha doença que o impede de interferir na violenta repressão às lutas operárias. Em profunda depressão, comete suicídio em 11 de setembro de 1891 com um tiro de revólver. A produção literária de Antero de Quental está intimamente ligada à sua vida e é considerado um dos melhores sonetistas portugueses.
O Que Diz A Morte
Deixai-os vir a mim, os que lidaram; Deixai-os vir a mim, os que padecem; E os que cheios de mágoa e tédio encaram As próprias obras vãs, de que escarnecem...
Em mim, os Sofrimentos que não saram, Paixão, Dúvida e Mal, se desvanecem. As torrentes da Dor, que nunca param, Como num mar, em mim desaparecem.
Assim a Morte diz. Verbo velado, Silencioso intérprete sagrado Das coisas invisíveis, muda e fria,
É, na sua mudez, mais retumbante Que o clamoroso mar; mais rutilante, Na sua noite, do que a luz do dia.
Escrito por Eu, Eu mesma e os Outros Eus às 16:46
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